quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Quinta feira, 19 de janeiro de 2012.

Aquele que diz que não estou disposta a sensações não sabe bem o que diz.
De que vale arriscar tudo sem ter um significado? Simplesmente não acredito no risco de tentar buscar um significado com quem não acredito que designe outro a mim. Simples. Cru.

Não me ponho ao deleite, não acredito no vazio, mas tenho a certeza da infinidade de sensações das quais eu poderia me permitir.

De nada vale o tesão se ele não me apresenta nada em troca.

Gosto de poesia, chuva, capuccino com canela e eu deitada no seu colo, meia luz... cortinas fechadas. Gosto da ilusão do eterno... Do eterno, certo que instantâneo.

O choro não me dói, nem o riso, apenas o que não é sincero.



04h13.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Terça feira, 17 de janeiro de 2012.

Toda essa pressão psicológica que eu implico a mim mesma só me lembra de uma coisa: Preciso começar a escrever ficção.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Terça feira, 17 de janeiro de 2012.

A garota da varanda não existe.

Sei o quanto é triste iniciar assim, mas, desculpe-me Anaïs... Desculpe-me por ser uma fraude.

Você é tão imensamente viva e inspirada! Como disse Henry, que mulher você é! Sempre quis ser como você... Você me faz falta!

Sou uma fraude porque sou uma frígida... Não sou nada mais que isso. Eu vou perdê-la por isso. Choro para mim mesma quando penso nela.

Você estava certa. Isso é o terror frente à completa destruição. Morrerei de desejos profundos. Estou quase em carne viva de novo.

Exatamente um mês.

Terça feira, 27 de dezembro de 2011.

Paixão. Ela de novo. Mas agora não falarei apenas dos ódios de outrora. Não simplificarei o fato de a vida ser fácil quando o álcool é alcançável. Não reclamarei de meus punhos de aço e glorificarei as minhas inconstâncias. Falarei sobre a mudança, talvez de um jeito mais natural do que nunca.

Dezoito. Dezoito anos, oito meses e quatro dias. Sempre toquei no assunto sobre como eu necessitava de paixão, de como ela me inspirava, ou como ela me fazia sentir viva e única, da sensação de êxtase. Quando acreditei no descomplicar da vida, ou seja, esquecer paixões malucas, acreditar que relacionamentos não me completavam no fim, eu fiz algo: Uma troca.

E a causa disso é ... . Quem finalmente me fez enxergar além. Para ela, a beleza real não está na paixão, e sim no amor. Ela me disse que a diferença entre os dois está na intensidade e na longevidade, e isso me assusta. Porque, de certa forma, não consigo entender suas demonstrações de afeto. Bem... Às vezes penso que eu e ela somos como peças trocadas. O discurso de uma completa a essência da outra. Por exemplo, a sua própria crença na longevidade do amor é duvidosa pra mim. Afinal, ela mesma me disse que seus relacionamentos são intensos e curtos; Já eu, dona de um discurso pronto de longa data sobre paixões, inspirado obviamente por Anais Nin, só tive relacionamento relativamente longos e nada intensos.

Pra mim, ela é a paixão em carne e osso. Intensa, viva, livre e instantânea. Claramente, isso não era nem perto do que eu queria que fosse a nossa historia. Queria mantê-la viva, mas não sei até onde eu duraria. Meu único interesse agora é provar pra ela o quanto ela é maravilhosa e o quanto eu estou feliz por tê-la encontrado, por ela ter aparecido na minha vida. Mas por que isso me dói tanto? Por que agora, de repente, eu tenho medo do futuro? É tão incerto assim? Será que eu estou negando o que eu sempre achei essencial, como a liberdade? Afinal, é a liberdade que me assusta? Por que eu tenho tanto medo da negação agora?

Minha cabeça esta realmente bagunçada. Estou destruída por completo. Se ela ao menos soubesse o poder que ela tem sobre mim... Se ela soubesse as horas que eu passo a esperar por ela, só pra poder vê-la, tão longe, por um segundo... Mas ela é especial. É por isso o meu medo.

Com ela terei que aprender a não mais negar a minha expressão. Ela precisa disso. É algo que a faz sentir viva. Ela precisa da minha reação e eu vou carregar o impossível sobre mim pra poder dar isso a ela.

Estou frente à completa destruição?

Não. Estou na busca de um significado.

Exatamente às cinco da manhã.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Minha vez.

Depois de ouvir tanto, acho que é minha vez de falar.

O que manter algo tão utópico poderia fazer? Nada existe no fim.

Não existíamos ha tempos!

Sinceramente, não foi melhor? Eu começava a te odiar, não queria mais passar um mínimo tempo viva ao seu lado. Você agora só sabe colocar a culpa em mim, sobre tudo.

Eu não era o que você pensou, e isso você já me deixou bem claro. E, logicamente, eu penso da mesma forma.

Por que quando vem de mim parece tão pior pra você?

Era exatamente esse o problema.

O problema não estava no arrependimento e sim na intenção. A sua era vingança. Como você pode? Quis premeditar algo que não existia, ainda. Por que tanto medo? Você me deixou falar por acaso? Exatamente por isso eu não acredito na traição do ato e sim na traição da ideia. Nem acredito mais no arrependimento.

Acredito que quem matou alguém antes fui eu.

Enfim, só um desabafo.

Ao contrário de você, eu não te odeio. Não foi sua culpa, nem minha. Culpe o destino, se isso é válido pra você. Culpe a sua vida que sempre te atrapalha, mas não a mim. Você mesmo disse que só era uma questão de tempo, não? Pois é... Foi. Principalmente pra você.

Acredito que a sinceridade, de ambas as partes, existia somente na inocência. Como no post abaixo.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nota do dia 29 de março de 2011.

Estava a ler "Elena" um dia, durante as aulas, e em seguida fui ao banheiro, percebendo-me úmida na região do sexo. O doce mel que sai da pequena ferida, como diria Anaïs. Naquele momento senti-me intocada e desejei isso com intensidade inigualável, desejei o meu próximo romance como intenso, selvagem e insaciável...
Insaciável. Apesar de nunca ter sido tocada eu me sinto insaciável. Sinto uma selvagem fera transbordando paixão e lembro-me da garota da varanda... Não mais. A garota da varanda se torna um mistério com as mudanças. Ela se sente ofuscante algumas vezes, faz jogos de trocas de olhares e é desejada, sentindo-se por fim excitada por desejar dessa vez. Deseja novos amores e novas aventuras.
A menina da varanda vive. Sente-se, agora, incrivelmente livre, sem ambições, tomada apenas por paixões, e das mais surreais.
A menina da varanda tem uma nova paixão que ela inocentemente chama de "menino de xadrez". Um garoto aparentemente mais novo com quem ela estuda e que a atormenta diariamente com olhares e subentendido desejo... E assim ela se sente, imaginariamente, tocada. Ela decide guardar essa forma única de toque como seu maior e mais precioso segredo e, sendo assim, tamanha demonstração de desejo não consumada ela, dia após dia, esquenta esquenta, e após uma tarde... Esfria esfria. Frio como ele incessantemente é. O menino misterioso de xadrez com seus quentes olhares... Naquele momento, precisava.
E ao decorrer de tudo o que presencia, não exatamente participando ou sendo, sente-se intocável... Sente-se Elena. 

" Será que ela estava aprendendo a caminhar magicamente sobre brasas ardentes?"

Segunda-feira, 9 de maio de 2011.

Decidi finalmente postar coisas novas, coisas muito minhas e muito íntimas. Percebi hoje que perdi uma coisa que tinha escrito nas últimas férias, o que não teria acontecido se eu tivesse postado no blog, e não quero que isso aconteça de novo.
Pessoas citadas, vocês sabem quem são.
Você, que não está acostumado com esse meu tipo de escrita, não se assuste.

Bruna Léo escrevendo como Bruna Léo.