quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Quarta feira, 26 de agosto de 2015

Eu queria que nós não tivéssemos nenhum passado
Que me lembrasse de todos os momentos bons e ruins que nós já vivemos
Nas nossas individualidades
Que me deixasse preocupada
Sobre as possibilidades futuras
E sobre como
A nossa promessa
Nunca foi um contrato
Pra eu te dizer que eu não deveria esperar por todas as desavenças
E que eu não entendo o luto que a gente sente
Quando uma parte da nossa vida vai embora

Eu queria dizer que quando eu disse que conseguiria
Passar por isso e ficar bem
Que não era uma mentira

Eu queria poder dizer que eu não vivi momentos bons 
E que você não me apresentou possibilidades na vida
Que me mostraram que o mundo poderia ser diferente
E excitante
E divertido
E que existia muito mais além do que eu acreditava que existia

O que eu posso dizer agora 
É que tempo é necessário
Mas que eu gostaria de saber
Mais que tudo sobre você
É que um dia, futuro
Eu vou poder te ver de novo na minha porta, tocando a campainha
E deitando na minha cama
E eu te dizer, sem passado, sem problemas
Que você é a minha pessoa preferida
E que vai ser pra sempre.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Quarta-feira, 10 de junho de 2015.

Now I've found where "love" is:

"Love" is when you find someone to share how hard existence is with... Then life gets easier.
 I’ve found what it is. For the first time I can say this:

I loved someone.
Actually, I still really love her. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

I wish we hadn't any past
To remind us that there were other people
That we cannot forget
And we don't want to.

I wish we hadn't any past
To harm us so bad that
When we look into each other's eyes
We would not even think
How the memories you have about someone you loved so bad
Makes me feel so insecure to loose you
That I would prefer to die.

I wish we hadn't any past
To make me remember
That only knowing that i've already been through all of this
I can say
In a fuckin' truly way
You're the right one for me now
And, if I could love you someday
I'll love you with best way I can
And I promisse you this:

I'll love you
Because I respect you so much
That I won't deny
Any feelings you have
Even if
This means
That you'll only have them
For the right one
That came before me.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Her smell in my bed
fits my mind perfectly

But between two loves
I'm now allowed
To wish to be safe

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dedicado a todas as guerreiras, lindas, mulheres, que me apoiam na quebra das minhas correntes.

 "Eu ia morrer cedo, tivesse falado ou não. Meus silêncios não tinham me protegido. Tampouco protegerá a vocês. Mas cada palavra que tinha dito, cada tentativa que tinha feito de falar as verdades que ainda persigo, me aproximou de outras mulheres, e juntas examinamos as palavras adequadas para o mundo em que acreditamos, nos sobrepondo a nossas diferenças. E foi a preocupação e o cuidado de todas essas mulheres que me deu forças e me permitiu analisar a essência de minha vida. As mulheres que me ajudaram durante essa etapa foram Negras e brancas, velhas e jovens, lésbicas, bissexuais e heterossexuais, mas todas compartilhamos a luta da tirania do silêncio. Todas elas me deram a força e a companhia sem as quais não teria sobrevivido intacta. Nessas semanas de medo agudo –na guerra todas lutamos, sutilmente ou não, conscientemente ou não, contra as forças da morte- compreendi que eu não era só uma vítima, mas também uma guerreira."


LORDE, Audre.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Bullshit number 2014

My goddess gave me two options: I should give time and space a chance, or my world would disintegrate. I’m still thinking about this. What’s the point about send my world to hell? I really shouldn’t give a fuck. I’ll tell you about my world:

Time and space run fast in the grown up’s life. I’ve been smoking a lot on the last few days… tiny and unproductive days… Just laid on my terrible bed, that hurts my back, and smoked. Just watching time flowing and creating words in my head.

How can I give time and space a chance? They never gave-me one… once... 

And in my mind it’s playing, repeatedly, what I want to say… and all of my song sounds like this:

FIRST ACT

I’m sitting on my bed, with my computer, just writing a new lyric. The words are repeating what I want to say. I look to the screen and I read that.

“WHAT I WANT TO SAY

What I want to say… What… I want to say that… I’ll never say what I want to say. You can’t understand a bit of what I want to say. What I want to say is… what I want to say what what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say what I want to say IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII WAAAAAAAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNTTTTT TOOOOOOOOOOO SAAAAAAAAAAAAAYYYYYYYYYYY.

Words are just the same. I’ll just let my world burn with a slow motion bomb.”


And after this there’s no second act.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Opus 52

Eu tenho esse desejo...
Esse desejo que nunca morre...
Um fetiche, uma espécie de fetiche que me persegue a cada cair de noite, a cada gota de chuva, a cada impulso... cada ar que pressiona os meus pulmões, fazendo contrair o tórax que eu tão ansiosamente espero encher... o vazio do peito... o vazio que persegue.

A ânsia de ser fato... de ser certeza e verdade, por mim e pra mim. A ânsia eternamente dependente da vontade do outro... ou do Outro.
A falha que me arde e doma, que sempre resulta em arte de desabafo e desespero.

Queria ser delicadamente pressionada por notas agudas, estridentes e sinceras... pelas pontas dos dedos de quem eu escolhi pra ser maestro da minha vida... em um solo de piano melancólico e sincero.
Tenho o desejo de ser suficiente, de sentir queimar ao vivo a mata da alma, de sentir jorrar o gozo íntimo que é ser eu e o sujeito que eu escolho pra mim. De ser dois. De olhar nos olhos e sentir esse frio jorrar todo pra fora na foda mais doente que existe que é sentir-se amado...

Ainda me reprimo e cuspo na cara da minha própria essência. Não consigo me deixar em parênteses e nem a falta... e nem quero substituí-la. Quero sentir-me ser única de novo, de voltar ao útero e ser alimentada involuntariamente através de um conforto materno, que te desenvolve independente de trocas.
Quero ser aceita no na melodia do silêncio que me parte em trezentas ao presenciar exatamente esse conforto naquele olhar felino, predatório, que me prende e te come viva.
Quero ser livre e mulher, o que eu sou de mulher, sem ser reflexo de uma figura preestabelecida, mas sim de ser a minha própria sensibilidade, o meu próprio apego, a minha própria passividade... de ser enxergada como sujeito único e protetor da minha própria existência.

Quero que você me olhe e me diga, sem uma palavra, que ser sujeito é ser o que eu sou, o que eu quiser ser, e não me preocupar se ainda faço parte do que alguém espera que eu seja... quero que você me convide pra isso e que minha própria fraqueza me cure.


Quero ser uma balada de Chopin, tocada com carinho à luz do luar, apesar de sozinha. E quero que, ao final, eu seja eternamente aplaudida e que seja reconhecida como única e imortal através dos tempos atuais, que são suicidas e destrutivos... mas que seja uma destruição que, quando eu olhar pra trás depois da morte, seja exatamente o que eu quero: aquele sexo de olhar fixo nos olhos e que te faz palpitar o coração, que me faz sentir parte do universo... e, assim, compreende-se tudo, mesmo que eu não tenha dito nada.